quarta-feira, 24 de abril de 2013

Rapidinhas da quarta...

Qual o modelo de gestão pública ideal?

A expressão burocracia na gestão pública já surgiu com uma forte conotação negativa, numa reação à centralização administrativa e ao absolutismo presentes, tendo sido empregado pela primeira vez por Gournay, economista fisiocrata, em meados do século XVIII, em que a burocracia designava o corpo de funcionários e empregados do Estado absolutista francês, sob a dependência do soberano e incumbido de funções especializadas. Merece destaque ainda a observação constante no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, onde afirma que o modelo de gestão burocrático:


(...) surge na metade do século XIX, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista. Constituem princípios orientadores do seu desenvolvimento a profissionalização, a idéia de carreira, a hierarquia funcional, a impessoalidade, o formalismo, em síntese, o poder racional legal. Os controles administrativos visando evitar a corrupção e o nepotismo são sempre a priori. Parte-se de uma desconfiança prévia nos administradores públicos e nos cidadãos que a eles dirigem demandas. Por isso, são sempre necessários controles rígidos dos processos, como na admissão de pessoal, nas compras e no atendimento a demandas. Por outro lado, o controle – a garantia do poder do Estado – transforma-se na própria razão de ser do funcionário. Em conseqüência, o Estado volta-se para si mesmo, perdendo a noção de sua missão básica, que é servir a sociedade. A qualidade fundamental da administração pública burocrática é a efetividade no controle dos abusos; seu defeito, a ineficiência, a auto-referência, a incapacidade de voltar-se para o serviço aos cidadãos vistos como clientes. Esse defeito, entretanto, não se revelou dominante na época do surgimento da administração pública burocrática porque os serviços do Estado eram muito reduzidos. O Estado limitava-se a manter a ordem e administrar a Justiça, a garantir os contratos e a propriedade.


Fortalece-se cada vez mais a ideia de que o modelo tradicional de gestão pública é ineficiente e que o modelo de gestão do setor privado é o ideal, favorecendo o surgimento de novas alternativas. Dessa forma, o padrão burocrático de organização do Estado começa a ser questionado e revisto, surgindo um novo modelo de gestão: o gerencialismo (pós-burocrático).No modelo de gestão gerencialista pode-se verificar que a estrutura é caracterizada por ser flexível e horizontalizada com a formalização dos objetivos e dos resultados a serem alcançados, sendo que a estratégia é definida de maneira mais participativa e maleável em função das novas perspectivas que aparecem. Na dimensão de análise da relação com o ambiente, a ênfase no atendimento às demandas dos cidadãos é latente, sendo muito flexível e mutável em razão da instabilidade ambiental ser uma constante, enquanto que na política verifica-se a preocupação em obter informações privilegiadas acerca do planejamento e orçamento, visando a uma gestão mais voltada para resultados. A administração é profissional e descentralizada, primando pelo uso racional e responsável dos recursos públicos. Verifica-se, também, a presença da avaliação de desempenho e o controle de resultados.

Dimensões de Análise
Característica Típica
Elementos Principais


Estrutura


Pós-Burocrática
• Formalização apenas das metas e processos globais,
• Processos horizontalizados,
• Esfera de controle reduzida pelo empowerment e competências,
• Autoridade centrada na hierarquia de competências.
Estratégia
Participativa
• Definido e decidido mediante participação dos principais agentes organizacionais,
• Existência de algum grau de incerteza e de alguns focos de pressão,
• Plano com certa flexibilidade,
• Ênfase nos resultados organizacionais.
Relação Ambiente
Dinâmico e Complexo
• Existem muitos fatores ambientais,
• Ênfase atendimento demandas cidadãos clientes,
• Fatores estão continuamente mudando,
• Instabilidade ambiental.
Política
Uso da função
planejamento e
orçamento
• Uso de relações informais com agentes de influência da área de planejamento,
• Uso de relações informais com agentes de influência da área de Orçamento,
• Uso de informações privilegiadas da função planejamento e orçamento.

Modelos de gestão gerencialista e os elementos que caracterizam as dimensões de análise
organizacional.

esta nova forma de gestão surge como uma alternativa crítica ao modelo neoliberal, eis que, ao contrário deste, preconiza a existência de um Estado atuante, embora deva, também, estar orientado por critérios de eficiência empresarial (de mercado). Apresenta-se a nova administração pública, outrossim, como uma alternativa crítica à forma tradicional de gestão pública.

Fonte: Dra. Gabriela Gonçalves Silveira Fiates

Qual a origem do conto do vigário?

São várias as versões da origem do termo cair no conto do vigário. O que todas guardam em comum é que tem como tema principal um golpe de esperteza e um vigário. Uma das histórias mais conhecidas, e defendida pela pesquisadora Denise Lotufo, teria como palco uma disputa entre dois vigários em Ouro Preto, ainda no século XVIII. Tudo começou com a disputa entre os vigários das paróquias de Pilar e da Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora. Um dos vigários teria proposto que amarrassem a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem. O animal foi para a igreja de Pilar, que acabou ganhando a disputa. Mais tarde teria sido descoberto que, o burro era do vigário dessa igreja. Segundo a pesquisadora, essa é uma das possíveis origens da palavra vigarista. Conto do vigário é o nome dado tradicionalmente no Brasil para o crime de estelionato.

Cama E Mesa

Eu quero ser sua canção,
Eu quero ser seu tom,
Me esfregar na sua boca
Ser o seu batom.

O sabonete que te alisa
Embaixo do chuveiro,
A toalha que desliza
No seu corpo inteiro.

Eu quero ser seu travesseiro
E ter a noite inteira,
Pra te beijar durante
O tempo que você dormir.

Eu quero ser o sol que entra
No seu quarto adentro,
Te acordar devagarinho,
Te fazer sorrir.


Quero estar na maciez
Do toque dos seus dedos
E entrar na intimidade
Desses seus segredos.

Quero ser a coisa boa,
Liberada ou proibida,
Tudo em sua vida.

Eu quero que você me dê
O que você quiser.
Quero te dar tudo
Que um homem dá
Pra uma mulher.

E além de todo esse carinho
Que você me faz,
Fico imaginando coisas,
Quero sempre mais.

Você é o doce
Que eu mais gosto,
Meu café completo,
A bebida preferida,
O prato predileto.

Eu como e bebo do melhor
E não tenho hora certa:
De manhã, de tarde,
À noite, não faço dieta.

Esse amor que alimenta
Minha fantasia,
É meu sonho, minha festa,
É minha alegria.
A comida mais gostosa,
O perfume e a bebida,
Tudo em minha vida.

Todo homem que sabe o que quer
Sabe dar e querer da mulher.
O melhor é fazer desse amor
O que come, o que bebe,
O que dá e recebe.

Mas o homem que sabe o que quer
E se apaixona por uma mulher,
Ele faz desse amor sua vida:
A comida, a bebida
Na justa medida.
                             
                                          Cama e mesa - Roberto Carlos e Erasmo Carlos

Nenhum comentário:

Postar um comentário