terça-feira, 2 de setembro de 2014

Rapidinhas da terça...

Marina ganha mais um debate...

 O saldo do debate promovido nesta segunda pela Jovem Pan, Folha, UOL e SBT? Uma Marina Silva que se consolidou como alternativa aos olhos do eleitorado e que cresceu, como presidenciável, atropelando Dilma Rousseff, que teve, de muito longe, o pior desempenho entre os três principais candidatos. O debate está na Internet, pode ser visto por qualquer um que não o tenha feito. O tucano Aécio Neves se saiu muito bem. Respondeu, como de hábito, com clareza e desenvoltura. Demonstrou conhecimento de causa e segurança. Mas, como afirmei no post de ontem, as circunstâncias não o transformaram em um dos polos do debate, que caminhou para o confronto entre Marina, ora no PSB, e Dilma, do PT. Qualquer juízo objetivo constata o óbvio: a candidata à reeleição perdeu feio o embate. Os petistas estão completamente desorientados. Há dias, chamo aqui a atenção para o desastre a que as ideias fixas podem conduzir as pessoas, lembrando o Machado de Assis de
 “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Como nunca, o PT tem sido vítima de sua natureza. Se não conseguir sair da encalacrada em que está, perdeu a eleição. Os petistas só sabem fazer campanha presidencial contra, nunca a favor. A de 1989 se organizou na oposição a José Sarney e Fenando Collor, hoje seus queridos aliados. Em 1994, passa a ser vítima da ideia fixa: atacar os tucanos. Perdeu dois pleitos consecutivos no primeiro turno no ataque ao Plano Real, às privatizações e à Lei de Responsabilidade Fiscal. Em 2002, mudou de rumo: passou a falar uma linguagem propositiva e se tornou monopolista da esperança e da mudança — um discurso que hoje, tudo bem pensado, serve a Marina Silva. Muito bem! Eleito presidente, Lula resolveu governar com os marcos macroeconômicos herdados do PSDB — não adianta disfarçar —, mas deu início à demonização do adversário. Com impressionante vigarice, o PT se portava como “oposição”, embora fosse governo, embora fosse situação, embora estivesse no controle do Estado. Exercitou, no limite do possível, o discurso do ressentimento, do ódio e da perseguição aos adversários. Queria, em suma, ser o senhor — e era! —, mas com o poder das…
 vítimas. Enquanto as circunstâncias econômicas foram favoráveis à construção dessa farsa, surfou na onda. Acreditem: os petistas já não contavam mais — e não contam ainda — com a possibilidade de deixar o poder. Há pouco mais de um ano e meio, falavam abertamente na reeleição de Dilma no primeiro turno e depois em mais oito anos de Lula… Tudo assim, com desassombro, sem combinar antes com a história e com o imponderável. Para isso, no entanto, sempre dependeu de um inimigo de estimação: o PSDB. O partido era sua antivitrine, seu exemplo de elite pernóstica e insensível aos reclamos do povo. Os braços de aluguel do partido na subimprensa e na imprensa ainda insistem nessa cascata. Mas eis que surge uma Marina no meio do caminho, oriunda justamente do ninho… petista! Também sabe fazer o discurso dos “Silva”; também sabe desempenhar o papel da “vítima triunfante”; também é especialista na “demonização do outro”, embora tenha uma fala menos rascante do que a de Lula, embora se expresse com mais fluência — o que não quer dizer clareza —, embora pareça a pura expressão da mansidão. E eis que vemos um PT sem resposta, a dar tiros no próprio pé. No debate desta segunda, Dilma tentou encurralar Marina, mas perdeu todas.
 Mesmo quando atacava, estava na defensiva. A petista só se esmerou no jogo bruto, beirando a grosseria, contra Aécio. Ocorre que, hoje ao menos, quem fará Dilma mudar de endereço é Marina Silva. Depois do debate, Dilma se reuniu com seu núcleo duro de campanha — incluindo o marqueteiro João Santana e o ministro Aloizio Mercadante — e com Lula. Foi, certamente, uma reunião para lamber as feridas do dia. Marina foi a vencedora da noite, e Dilma, a grande derrotada. Os petistas vivem o dilema expresso pelo asno de Buridan, aquele que pode morrer de fome e de sede, incapaz de decidir entre a água e a alfafa. Se bate em Marina, teme se esborrachar com a rejeição do eleitorado,
 que vê na ex-senadora a magricela pobrezinha do seringal, que se esforçou e se tornou uma figura mundialmente conhecida. Se não bate, a magriça se agigante e engole a máquina petista nem que seja com um trocadilho, no que ela é boa. Nesta segunda, mandou ver em mais um: “Não sou nem pessimista nem otimista, sou persistente”. O que quer dizer? Nada! Enquanto isso, Dilma, coitada!, se enrolava em números e siglas, com a cara feia, visivelmente contrariada. Pela primeira vez, desde 2002, as circunstâncias atuam contra a ideia fixa do PT. E o partido não sabe o que fazer. Desta vez, nem o Santo Lula pode ajudar. Encontrou uma Silva que sabe ser ainda mais coitadinha e mais orgulhosa do que ele próprio. Como colar nela a pecha de candidata da Dona Zelite, né, Lula?
 
Prefeita provisória ainda não pagou a diferença de 2013 dos professores...
 
Durante a semana que passou na prefeitura, o presidente da câmara Tértulo Alves mandou providenciar o pagamento do rateio referente as diferenças do Fundeb de 2013. A folha foi providenciada atingindo um montante de R$  141.888,05, que já deveriam ter sido paga aos professores (60%)  com um total de R$ 85.132,50 e ao restante da categoria dos funcionários da educação  (40%) com um total de R$ 56.755,00. Mas devido a sua saída em 28 de Agosto, não houve tempo suficiente para sua liberação financeira. Essa a diferença já deveria ter sido feita aos professores e funcionários, mas até agora, nadica de nada.  
 
Crescendo pelas beiradas..
 
 O presidente regional e candidato a deputado estadual do PHS Leandro Prudêncio aparece como o sétimo candidato mais preferido pelos seridoenses em recente pesquisa eleitoral. Leandro vem crescendo em várias regiões do Estado e surge como uma grata surpresa atuando com desenvoltura, conquistando pela simpatia e propostas o apoio crescente de milhares de eleitores potiguares. Na coligação da qual ele participa está entre os favoritos a beliscar uma vaga, assim como participa ativamente da campanha para presidente de Marina Silva (PSB), onde o PHS é um dos cinco partidos que a apoiam.
 
 
                                       Coração americano - Vanusa (composição Fagner)

 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rapidinhas da segunda...

Nada de novo no front...

Ao tentar cooptar lideranças da oposição a todo custo , a prefeita provisória Luciana Oliveira que ficou em segundo lugar nas eleições de 2012 e entrou via justiça no poder, tenta obter dois objetivos políticos: ter a qualquer preço maioria na câmara municipal para eleger um presidente "confiável" nas eleições do legislativo em dezembro próximo, ou seja, um que abane o rabinho e faça tudo que ela mandar e o outro objetivo é tentar mostrar músculos na votação mais próxima ainda para seus candidatos a deputado estadual e federal, além de senador e governador.
Quanto ao primeiro objetivo a luta é ferrenha, haja vista que mesmo com as promessas de céus e amor eterno (que ninguém acredita obviamente), os cooptados sentem na pele a alteração de 360º graus em seus discursos quando devem mandar apagar tudo que disseram contra a prefeita e seus aliados, tentando mostrar aos seus apoiadores que "Satanás" agora é "Jesus" e que os "bandidos" e "marginais" agora são pessoas de bem e que , pelo contrário, eles estavam cegos. O faro do dinheiro e do dos cargos públicos não passa despercebido aos simples eleitores, por mais ingênuo que possa parecer, mas o importante é passar um "óleo de peroba" na cara e sair sorrindo para o novo grupo tentando parecer natural (embora todos observem a 
 artificialidade da manobra). Efetivamente até agora somente 01 vereadora caiu nessa "armadilha", embora os discursos sensacionalistas indiquem mais 02 vereadores que nos bastidores negaram totalmente a postura adesista. Essa atitude com relação ao primeiro objetivo é uma faca de dois gumes: satisfaz quem entra, haja vista a aquisição de poder administrativo para abrigar seus cabos eleitorais e perpetuar sua sobrevivência política, mas por outro lado fere interesses dos edis de primeira hora, que na frente sorriem com falsidade e por trás metem o cacete com porrete de Jucá prometendo vinganças utópicas e imaginárias nas próximas eleições, tendo em vista que está em jogo suas próprias sobrevivência políticas também e a imagem de beneficiar adversários não é boa.
Quanto ao segundo objetivo o caldo é bem mais grosso que se supunha. Primeiro pelo fator tempo com relação às eleições para deputado e governador, ou seja, pouco mais de 01 mês para tentar montar um grupo de apoio que atualmente está totalmente fragmentado em diversas candidaturas feito colcha de retalhos e com diversos partidos políticos também querendo mostrar seus músculos para suas lideranças regionais, incluindo o próprio vice-prefeito que tem uma candidatura nativa, mas que se depender do grupo da própria prefeita interina não levantará voo para lugar nenhum. O jeito é tentar cooptar na velha prática da compra de apoios e mercadorias humanas através do dinheiro, que seduz a uma primeira vista, mas cujo investimento é alto e o retorno nem sempre garantido. Como os custos para manutenção da prefeita no poder a qualquer preço (desculpem o trocadilho) deram um baque estratosférico nas finanças, o jeito é pegar os peixinhos pequenos com vara de pescar, porque a rede grande para pegar "tubarões" está furada e a costura depende de alguns meses para seu "conserto".


Curtinhas...

Foi muito elogiado o lançamento do livro do Dr. Herval Sampaio na sexta-feira passada sobre abuso de poder econômico nas eleições se transformando num sucesso. O livro, como já frisei aqui anteriormente servirá de base e consulta para advogados, juízes e agentes políticos, tanto no sentido da reflexão dos procedimentos eleitorais na captação ilícita de votos. O Dr. Herval Sampaio transmite a sociedade uma boa produção no campo do direito eleitoral, além de mostrar com seu exemplo prático na condução das eleições de 2012 em Mossoró e Baraúna que é possível realmente exercer o pleno poder do judiciário na coibição de atos 
irregulares pelos candidatos visando obter a vitória a qualquer custo. Um homem que tem uma biografia limpa e que, com seu exemplo, mostrou claramente que a justiça merece sim a confiança, mesmo com os vários exemplos em contrário que indicam para a corrupção nos bastidores em outras esferas. Um dos condutores da revolução francesa, Maximiliano de Robespierre, teve a alcunha de incorruptível e passou para a história, embora tenha sido guilhotinado justamente pelo sucesso da própria revolução (o que pode parecer um paradoxo), mas o Dr. Herval Sampio também, em meu entender, pode também ser chamado de incorruptível, mas apesar de ter sido execrado pelos candidatos irregulares que foram cassados, recebeu com todo mérito o reconhecimento pleno e aplausos da sociedade potiguar na condução de suas atividades jurídicas. Agradeço o convite pessoal e telefônico do Dr. Herval Sampaio para o lançamento do seu livro, que infelizmente não pude ir por motivos de trabalho em outro município.

Era só o que faltava...

Está com boa repercussão o programa de rádio intitulado "prato do dia" sob a batuta do ex-vereador Marcos Fábio que diariamente degusta a política local entrevistando diversos agentes políticos municipais. O programa permite debater as diferentes ideias e tendências políticas, evidenciando os problemas da infra-estrutura logística, dos movimentos sociais, da agricultura, da falta de água, da historicidade local. Presença constante do professor Wilson Cabral no programa enriquecendo o debate. Parabéns ao Marcos Fábio por mais essa iniciativa. 


Entenda o porquê do fenômeno Marina Silva...



No início de agosto, Marina Silva era considerada um peso morto na campanha de Eduardo Campos. Não tinha conseguido transferir seu patrimônio eleitoral para o cabeça de chapa e ainda atrapalhava as negociações feitas por Campos em quase metade dos Estados brasileiros, por discordar das posições políticas dos aliados. Para piorar, dificultava o trânsito dele em setores vitais da economia, como o agronegócio. Com a morte de Campos, Marina chega ao fim de agosto como um fenômeno nas pesquisas, empatada com Dilma Roussef e à frente de Aécio Neves no primeiro turno. No segundo turno, venceria a petista. De coadjuvante de uma campanha que não conseguia chegar a dois dígitos se transformou em protagonista da disputa, quebrando a polarização PT-PSDB, inaugurada em 1994 e mantida nas quatro eleições seguintes. Ao passar de patinho feio a cisne, Marina subverteu a lógica eleitoral vigente nas últimas eleições. E derrubou os esteios que sustentavam, no imaginário da classe política, a estrutura de uma candidatura com chances de ganhar a eleição: partido forte, marqueteiro famoso, tempo de rádio e
 TV, experiência administrativa aprovada e dinheiro para financiar a campanha. O alicerce de sua candidatura é feito de outro material: comoção pela morte trágica do companheiro de chapa, carisma, distanciamento dos partidos políticos tradicionais e imagem de honestidade.  Marina não tem afinidade com o PSB que a hospeda, vetou a palavra "partido" quando tentou criar a Rede Sustentabilidade, o dinheiro ainda é escasso (tende a jorrar com a ascensão nas pesquisas), seu tempo de rádio e TV é minúsculo (2min03seg) comparado ao de Aécio (4min35seg) e insignificante perto do de Dilma (11min24seg). O programa de TV é pouco mais do que uma produção caseira. Para completar, a única experiência administrativa dela é a de ministra do Meio Ambiente de Lula, uma gestão controversa, marcada por críticas de que era um entrave ao desenvolvimento do país pelo radicalismo em defesa do meio ambiente. Como explicar, então, a liderança de Marina nas pesquisas, que os adversários torcem para não passar de uma bolha? Há pelo menos sete motivos que explicam o resultado das sondagens até aqui:

1. Comoção pela morte de Eduardo Campos

Em geral, a morte melhora a biografia de qualquer pessoa. Quando se trata de um jovem de família conhecida, pai de cinco filhos e político bem-sucedido, com velório e enterro transmitidos pela TV, a comoção aumenta. Herdeira da candidatura, Marina foi beneficiada pela superexposição e pela proximidade com a viúva e os filhos de Campos. É essa a principal explicação do PSDB para a explosão nas pesquisas.

2. Herança dos protestos de junho

Pesquisas feitas em 2013 mostravam que Marina era uma das poucas figuras do mundo político que tinham conseguido passar incólumes pelos protestos que levaram multidões às ruas naquele inverno. A popularidade da presidente Dilma Rousseff despencou, os partidos eram rechaçados pelos manifestantes e a hashtag #naomerepresenta era aplicada aos políticos em geral. A extrema esquerda, representada por PSOL, PSTU, PCB e PCO achou que podia capturar essa insatisfação e transformá-la em votos. Seus candidatos nunca saíram da casa de 1%. Até a entrada de Marina, a soma dos indecisos e dos que pretendiam votar nulo ou em branco estava na faixa de 24%. Hoje, caiu para 7%, segundo o último Datafolha. Ela herdou os índices de Campos, tirou votos dos adversários e atraiu parte desse contingente de insatisfeitos.
3. Desgaste dos partidos políticos

Ao analisar os protestos de 2013, o governador Tarso Genro concluiu que eles atestavam a falência do sistema partidário atual e confirmavam o que chamou de "crise da representação". A receita de Tarso era a aposta na democracia direta e na reforma política. A adesão à candidatura de Marina, que não conseguiu formar a sua Rede a tempo de concorrer, indica que o governador tinha razão: o eleitor de Marina dá sinais de que não se importa com partidos. Sua escolha é pessoal.

4. Guerra PT-PSDB enfraquece Dilma e Aécio

Os vinte anos de guerra entre PT e PSDB produziram um clima de animosidade que contaminou a campanha e desceu a níveis alarmantes no submundo da internet. Os dois partidos gastam mais energia para desqualificar o adversário do que para apregoar as virtudes dos seus candidatos. Resultado: parte dos eleitores acaba se convencendo de que Dilma e Aécio não merecem seu voto e identificam em Marina uma opção descontaminada. Repete-se o fenômeno que deu a vitória a Germano Rigotto (PMDB) na eleição para o governo do Rio Grande do Sul em 2002, quando Antônio Britto (PPS) e Tarso Genro (PT) se atacaram tanto que acabaram abrindo caminho para a terceira via.

 
5. Efeito dos mensalões do PT e do PSDB

A condenação dos líderes petistas envolvidos no escândalo do mensalão e o processo que envolve o PSDB de Minas Gerais em um esquema do gênero, com a troca recíproca de acusações, favorece Marina, que não tem ligação com nenhum dos dois. Marina cultiva a imagem de mulher ética, religiosa e simples, que não se envolveu com financiamento irregular de campanha. As falcatruas que envolvem o pagamento do jatinho que caiu matando Eduardo Campos não bateram na conta de Marina, embora ela tenha viajado no avião, quando era vice. Como não tratava das questões operacionais da campanha, a denúncia de uso de empresas fantasmas no pagamento do avião e os indícios de crime eleitoral não colaram nela.
 
6. Aval de pessoas de credibilidade

O escudo de Marina para se proteger das acusações dos adversários de que é inexperiente e concorre com um partido sem quadros suficientes para compor um governo é o aval de pessoas como o senador Pedro Simon, que abraçou a candidatura dela com mais empolgação do que a sua própria. Dias antes da confirmação de Beto Albuquerque como vice, Simon dizia que a candidatura só seria viável com um vice do Sudeste, já que são paulistas os vices de Dilma e Aécio.

— Uma chapa com a Marina do Acre e o Beto do Rio Grande do Sul é uma piada.

Confirmada a candidatura de Beto, Simon mudou de ideia e se transformou no principal padrinho da dupla no Rio Grande do Sul. Com o discurso de que vai governar "com as melhores cabeças" e que essas pessoas estão nas universidades e em outros partidos, Marina tenta se vacinar contra a acusação de que não tem como formar um ministério de qualidade. Ela cita pessoas como Pedro Simon, Eduardo Suplicy e José Serra para dizer que, se eleita, vai formar um governo de coalizão, sem precisar ceder a pressões de partidos aliados.

7. Um vice de outra banda

As divergências de posição com Beto Albuquerque, apontadas como sinal de que o discurso da "nova política" não combina com a prática, é usado pro Marina para abrir caminho em setores resistentes a ela, como o agronegócio. Beto recebeu doações de campanha da indústria de armas, o que Marina não aceita. Na entrevista ao Jornal Nacional, ela chegou a dizer que nunca foi contra os transgênicos, o que não é verdade. A proximidade com Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, e com  Guilherme Leal, dono da Natura, serve como credencial para melhorar o trânsito no meio eleitoral, embora deixe um flanco aberto para as críticas de que é mais uma contradição entre o discurso da "política diferente" e a prática da "velha política".



                                                            Nem um dia - Djavan


sábado, 30 de agosto de 2014

O Brasil quer mudar...

O fenômeno eleitoral Marina dispara mais uma vez e na pesquisa Datafolha já empatou com Dilma... 

O Datafolha divulgou na noite desta sexta-feira (29) a pesquisa de intenção de votos para a eleição presidencial. A candidata Marina Silva (PSB) aparece empatada com a presidente Dilma Rousseff (PT); ambas tem 34% da preferência de votos. Na pesquisa anterior, de 18 de agosto, a petista tinha 36%, enquanto a ex-ministra do Meio Ambiente contava com 21%. O candidato Aécio Neves (PSDB) tomou um tombo nesta pesquisa do Datafolha. Ele saiu de 20% das intenções de voto para 15%. Pastor Everaldo (PSC), o quarto colocado, também perdeu: saiu de 3% para 2%. Brancos e nulos diminuíram: de 7% para 8%. Também caiu a participação dos que responderam que não sabem ou não responderam: de 9% para 7%. Na simulação do segundo turno, Marina seria eleita (50% da intenção de votos, contra 47% na pesquisa 
anterior). Dilma perdeu espaço, mostra o Datafolha. De 43% das preferências, a candidata do PT agora tem 40%. Se o segundo turno fosse entre Dilma e Aécio, a presidente garantiria a reeleição, com 48% das intenções de votos (contra 47% da pesquisa anterior). O candidato tucano teria 40%, contra 39% no levantamento de 18 de agosto. Brancos e nulos respondem por 9%. Não sabem ou não responderam compõem 4%.
Cai a taxa de aprovação do governo
A mesma pesquisa do Datafolha mostra que a taxa de aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu. Ao todo, 35% opinaram que a administração é boa ou ótima, ante 38% na pesquisa anterior. Já a avaliação negativa (ruim ou péssima) aumentou – foi de 23% paa 26%. A avaliação regular oscilou menos, de 38% foi para 39%.Foram ouvirdos pelo Datafolha 2.874 eleitores (em 178 municípios), entre a quinta-feira (28) e esta sexta-feira (29).


                                                       Corações animais - Zé Ramalho


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Rapidinhas da sexta...

Dois pesos...duas medidas...algo não está batendo...

Se os senhores se derem ao trabalho de averiguar os processos judiciais referente as eleições de 2012 em Baraúna atualmente em trâmite no TSE no gabinete do ministro Luix Fux, encontrará alguns indícios que evidenciam um total favorecimento a segunda colocada nas eleições Luciana Oliveira em detrimento do primeiro colocado Isoares Martins. Não é questão de opinião pessoal: é questão de fatos. Senão vejamos.
Ela possui três processos de cassação judicial concluídos pela primeira e segunda instâncias que seguiram para o TSE onde foram obtidas três liminares, uma para cada processo, mantendo a mesma no poder até o julgamento do mérito. Somente para se ter uma ideia vejamos a celeridade no 
andamento desses processos para a segunda colocada que impressiona até os usuários do trem-bala japonês. Os dois últimos processos com pedido de liminares foram protocolados no TSE no mesmo dia 21/08 (quinta-feira passada) sendo um ( AC Nº 107143) as 12:32 h e outro ( AC Nº 107495) às 16:48 h. Pois bem. Pouco menos de 27 horas depois, as 18:02 h já era publicada a liminar decorrente da  AC Nº 107495 com parecer favorável do relator Luix Fux e assinada pela ministra Rosa Weber que estava de plantão. Já a AC Nº 107143, embora somente tenha sido publicada no dia 27/08, às 20:17 h, mas já estava assinada pelo ministro Luix Fux desde o dia 25/08 (segunda-feira). Se excluir o sábado e o domingo em que o TSE não funciona, temos aí duas decisões favoráveis tipo caldo de cana em pouco mais de 48 horas úteis para os dois processos. Uma celeridade jamais vista na justiça eleitoral em que normalmente se perde tempo analisando os processos, principalmente vindo de inúmeros municípios brasileiros. Mas o que chama mais atenção não é isso, até porque apesar de "estranho' essa celeridade toda, mas pode ser plenamente justificável. Agora injustificável é porque essa mesma celeridade não ocorre com relação
aos processos do primeiro colocado nas eleições baraunense Sr. Isoares Martins, por quem não tenho qualquer tipo de afeição política, mas que também deu entrada em uma ação cautelar (AC Nº 109571) em 25/08, às 11:59 h, referente ao mesmo pedido formulado pela segunda colocada (ou seja sua manutenção no poder enquanto aguarda o julgamento do mérito - tendo em vista que foi eleito em primeiro lugar nas eleições de 2012), e mesmo assim até hoje (29/08) sua decisão não saiu, nem mesmo para negar. Essa análise fria dos dados já indica que a justiça não está sendo feita de forma equânime e que a balança está pendendo somente para um lado. Algo realmente não está batendo. Seria interessante também que o ministro Luiz Fux tivesse também essa mesma "agilidade" para julgar o mérito dessas três ações de cassações da segunda colocada, embora os correligionários da segunda colocada clamam aos quatro ventos que esses processos sofrerão um estágio de "hibernação glacial' e que ela também será "absolvida" nesses mesmos três processos pelo mesmo ministro que dará seu parecer favorável como relator e enviará ao plenário da corte do TSE para julgamento. Da mesma forma eles asseguram que a liminar de Isoares será negada com certeza absoluta. Fica então a pergunta: o porquê de tanta certeza? aprendemos desde criança e na escola que a justiça é para todos, mas nesse caso específico as medidas estão diferenciadas...

Baraúna em bagunça total...

O presidente da câmara Tértulo Alves quando assumiu a prefeitura pela quarta vez encontrou um estado de calamidade administrativa absoluta onde só para se ter uma ideia, fazia 15 dias que as escolas municipais não tinham a merenda escolar para as crianças e os medicamentos da farmácia básica inexistentes. Apesar de encontrar as contas da prefeitura praticamente zeradas e raspadas totalmente com os rombos realizados, mas mesmo com os poucos recursos que entraram na semana que passou, regularizou a merenda escolar em todas as escolas, comprou os medicamentos, pagou aos funcionários públicos, além de distribuir um rateio financeiro das sobras do Fundeb de 2013 para os professores no valor total de R$ 192.000 reais. O secretário da educação Flávio Mathias também conseguiu implantar o programa Mais Educação em todas as escolas. Tudo isso em pouco mais de uma semana. Infelizmente tudo agora volta ao descontrole e bagunça administrava total, com os agiotas mais uma vez rondando e sugando os recursos públicos municipais.

 O tsunami Marina...

Os “lulistas” do Partido os Trabalhadores já não falam em substituir a candidata Dilma Rousseff pelo ex-presidente Lula, e por ordem dele. É que pesquisa interna, à qual tiveram acesso apenas quatro petistas ilustres, indica que a ascensão de Marina Silva (PSB) é de tal maneira avassaladora que nem mesmo Lula conseguiria evitar sua vitória. Análises internas citam até a hipótese de Marina vencer no 1º turno. Os novos dados e a última leva de pesquisas regionais do Ibope mostra que, nas simulações de primeiro turno para a Presidência, Marina Silva (PSB) é líder isolada em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e no Distrito Federal. Além disso, ela aparece numericamente em primeiro lugar em Pernambuco e no Paraná. Nos dois casos, em situação de empate técnico com a presidente Dilma Rousseff.  Entre os paulistas (22% do eleitorado), a ex-ministra teria 35% dos votos, diz o instituto. São 29 pontos a mais do que Eduardo Campos conseguia no Estado um mês antes. Marina inscreveu-se como cabeça de chapa do PSB no lugar de Campos, após a morte do ex-governador de Pernambuco num acidente aéreo, no último dia 13.
Obs do blog: os dados de Marina são avassaladores. Ao olharmos os gráficos, percebe-se que no Estado de São Paulo (maior colégio eleitoral do país com 31,9 milhões de eleitores correspondente a 22% do eleitorado brasileiro), por exemplo, o falecido candidato Eduardo Campos tinha somente 6% da preferência popular. Com a entrada de Marina ela já assume o primeiro lugar na preferência dos paulistas com 35% impondo mais de 12 % em relação a segunda colocada Dilma Roussef. Isso significa, somente nesse caso, uma maioria de mais de 3,8 milhões de votos em cima de Dilma. Mas a coisa não pára por aí. No terceiro maior colégio eleitoral do Brasil, O estado do Rio de Janeiro, ela pulou de 5% para 30%. Na Bahia ela foi de 8% para 23% e no próprio Estado Pernambucano, onde o próprio Eduardo Campos estava em segundo lugar, Marina agora já inverteu as coisas e aparece na preferência dos pernambucanos em primeiro lugar. Um verdadeiro tsunami político que estraçalhou a bipolarização PT-PSDB e surge como um meteoro na politica brasileira. As pesquisas internas dos bastidores já indicam que na próxima pesquisa do Ibope ela já apareça em primeiro lugar, ou mesmo na pesquisa do Datafolha que será divulgada nessa sexta-feira. Quando o povo quer...não tem jeito...


                                                              Fulgás - Marina Lima

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Rapidinhas da quinta...

Juiz Herval Sampaio lançará livro nessa sexta-feira em Mossoró.. 

Polêmico como juiz eleitoral, depois de ter atuado nas duas últimas eleições em Mossoró, o segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte, Herval Sampaio promoverá sessão de autógrafos amanhã (29/08), em Mossoró, quando estará sendo lançado o livro “Abuso do Poder nas Eleições - Triste Realidade da Política(agem) brasileira”. No livro, editado pela JusPodiVM, os fatos ocorridos, principalmente nestas campanhas e que resultaram na inelegibilidade de uma governadora e cassação de uma prefeita, com realização de uma suplementar para substituição do cargo. O prefácio do livro é assinado pelo jurista Djalma Pinto, que em um trecho diz que "Ao lado de Márlon Reis, Herval Sampaio e outros abnegados juízes, formam um seleto e honroso círculo de grandes magistrados contemporâneos que lutam, bravamente, pela moralização do processo eleitoral no Brasil". O lançamento ocorrerá no dia 29 próximo, a partir das 18 horas, no Garbos Hotel, onde estará acontecendo o Encontro Mossoroense de Estudos Jurídicos, e onde o jurista Djalma Pinto estará fazendo uma palestra.

Obs do blog: O Dr. Herval Sampaio lança seu livro sobre os abusos do poder durante as eleições que geralmente tendem a desequilibrar pleitos eleitorais. Interessante é que ele foi chamado de "polêmico" justamente por ter cumprido a lei durante o seu exercício de juiz, julgando e punindo as irregularidades cometidas, o que no Brasil é considerado uma exceção, quando deveria ser a regra. Durante as eleições, os candidatos conhecem as regras, fingem que aceitam e utilizam de todo tipo de artimanha para comprar votos ou uso abusivo de exposição pública através da mídia visando obter ganhos eleitorais. Durante as eleições de 2012, o Dr. Herval Sampaio foi responsável pelo pleito municipal em Mossoró e Baraúna e cassou todos os candidatos situacionistas como oposicionistas dos dois municípios, assim como reprovou a maior parte das prestações de contas ilusórias de campanha que lhes eram apresentadas. Ganhou alguns inimigos nas partes afetadas, mas principalmente ganhou o respeito de toda a sociedade que passaram a acreditar com mais força na justiça eleitoral e ver uma luz no fim do túnel com relação a punição daqueles que achavam que a impunidade seria a tônica de todas as eleições. Parabéns ao Dr. Herval Sampaio pelo lançamento que certamente passará a ser um livro de cabeceira de juízes, advogados e agentes políticos no trato das eleições vindouras.

A bagunça continua...mais uma mudança de poder...a décima-quinta...e poderá vir mais...

O TSE deferiu ontem a noite a terceira liminar seguida para a segunda colocada nas eleições de 2012 permitindo a ela permanecer no cargo até o julgamento do mérito pelo próprio TSE. São três processos de cassação e ela hoje se sustenta no poder com três liminares provisórias, o que já se constitui um verdadeiro absurdo jurídico. Mas o pior não é isso: é que a indústria de liminares  pode não parar por aí, pois o primeiro colocado nas eleições de 2012 também possui os mesmos pedidos de liminares e na próxima semana também já poderá ter uma delas julgadas e voltar provisoriamente ao poder também. Outros já dizem que ele
continuará na "geladeira" por muito tempo devido a suposta interferência política nos bastidores do candidato a governo Henrique Alves em favor da segunda colocada, o que poderá provocar a perda de muitos votos dele em Baraúna. Em suma: o TSE continua a arrastar um problema que já poderia ter se resolvido há muito tempo e o município de Baraúna continuará a padecer por mais quanto tempo. Profundamente lamentável essa situação caótica em que vivemos. Veja abaixo a decisão sintética com a concessão provisória de manutenção no poder:

Ex positis, defiro a liminar requerida, para que Antônia Luciana da Costa Oliveira e Edson Pereira Barbosa sejam mantidos nos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito do Município de Baraúna/RN, ou, caso deles já tenham sido afastados, sejam reconduzidos, até o julgamento do recurso especial eleitoral interposto nos autos do RE nº 11-75/RN.
Comunique-se com urgência.
Citem-se os réus.
Após, dê-se vista à Procuradoria-Geral Eleitoral.
Publique-se.
Brasília, 25 de agosto de 2014.
MINISTRO LUIZ FUX
Relator
 
Outra pesquisa mostra avanço de Marina Silva...

Se as eleições fossem hoje, a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) teria 28,2% das intenções de voto, ficando seis pontos percentuais atrás da atual presidente e candidata a reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, que tem 34,2% das intenções de voto. O ex-senador Aécio Neves aparece em terceiro com 16% dos votos. Os dados fazem parte da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta-feira (27). Segundo a pesquisa, Pastor Everaldo (PSC) tem 1,3% das intenções de voto e os demais candidatos não somam 1%. Brancos e nulos somam 8,7% e o índice de pessoas que não sabem ou não responderam chega a 10,4%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.Em um eventual segundo turno, Marina Silva ganharia de seus dois principais adversários. Contra a petista, ela teria 43,7% dos votos e Dilma somaria 37,8%. Se a disputa fosse entre Marina e Aécio, a ex-ministra também venceria, com 48,9% dos votos, contra 25,2% do adversário.Ainda de acordo com o levantamento, entre os três mais bem colocados, Marina é a que tem menor índice de rejeição, com 29,3%. O número de eleitores que não votaria em Aécio Neves de jeito nenhum é de 40,4% e 45,5% dos entrevistados disseram que não votam em Dilma Rousseff.


                                                Do jeito que a vida quer... Benito de Paula


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