quinta-feira, 29 de março de 2012

Histórias que nossas babás não contavam..parte 12...

Toc...Toc...Toc..
- Olá meu príncipe Seraosi...pra onde vais nesse bonito cavalo branco alazão? posso te acompanhar? indaga Roldonius IV, o lépido.
- Vassalo Roldonius estou indo em busca de compr...digo, estou indo conscientizar os nossos súditos dos cantos mais afastados do reino para que se afastem das tentações do reino da Brancolândia - responde o garboso príncipe.

- Ó que genialidade meu príncipe, mas desculpe-me a ousadia, será que não é um pouco tarde para isso....o tempo está mudando e já vai escurecer no palácio do rei Novidla - arrisca o peralta Roldonius.
- Não, vassalo Roldonius, estou indo rápido e aos mais resistentes estou oferecendo vagas instantâneas no palácio. Só que depois de minha coroação mandarei os guardas desterrar todos eles para suas casas de volta sem direito a retorno....O que não posso de forma alguma é perder essa boquinh..., digo essa coroação. Argumenta o empoeirado príncipe.
- Oh! certamente nobre príncipe. Mas os servos estão comentando que a plebéia Lulu pode estragar essa festa de coroação trazendo os vassalos mais humildes para dentro do palácio - contra-argumenta o temeroso Roldonius, o lépido enclausurado. 
- Nunca! jamais permitirei tal atrocidade. Mandei limpar e encerar o piso do palácio e jamais deixarei que os pés descalços adentrem de novo nesse recinto - Corta, de forma ríspida, o contrariado príncipe.
- Certamente meu idolatrado príncipe. Mas porque esse seu cavalo está tão suado se ainda não saímos do palácio? questiona o impertinente Roldonius.
- É que sou um pouco pesado, mas ele deve me suport...digo tem que me aguentar e não deve reclamar de nada. Aqui só quem tem direito de pensar e reclamar sou eu, entendeu bem?-  finaliza com raiva, o exaltado príncipe
- Oh! mil perdões alteza. Longe de mim se contrapor aos seus desejos. Mil perdões - pede desculpas o curioso vassalo Roldonius, o lépido. E prosseguem estrada afora.

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